Mostrando postagens com marcador Fe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fe. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Refutando os mais frequentes argumentos contra os fenomenos paranormais/psíquicos (10)

Argumento # 12:   "Os cépticos não têm crenças.   Eles baseiam as suas opiniões e julgamentos sobre o grau de evidência. "

Alguns céticos chegam ao extremo até mesmode ir tão longe como para afirmar que ao contrário do resto do mundo, eles não têm "crenças", mas fundamentado julgamentos baseados em evidências pura sozinho.  Nem todos os céticos afirmam ser imune a crenças, mas há alguns que fazer  Este é simples bobagem, porém, porque as declarações de crença pode ser encontrado em quase qualquer coisa que alguém diz.   Todos nós fazemos as coisas e dizer coisas com base em premissas que temos, que são formados em parte com base em crenças.   Esses pressupostos são, por vezes na linha de crenças, porque eles não são sempre baseadas em provas concretas, mas vê o nosso mundo, predisposição e tendências naturais. Crenças são especialmente encontrarmos nos argumentos céticos discutidos até agora, como a maioria dos argumentos céticos neste artigo são declarações claras de , a priori, a crença, como "É irracional acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provado" (Argumento # 1) e "alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias". (Argumento # 2)   Além disso crenças comuns aos céticos incluem: "Crentes no paranormal são irracionais "," Psi é improvável "," videntes e médiuns se aproveitam dos ingênuo " e "experimentos sobre Psi não mostram resultados melhores do que acaso, quando controles adequados são postas em prática ". 

Embora os céticos dirão que suas opiniões são baseadas na evidência de que eles examinaram, eles raramente aplica seu ceticismo às suas próprias crenças, que qualquer verdadeiro cético faria.   Além disso, após exame mais minucioso é óbvio que eles preferem falsas explicações para os paranormal , recorrem a assassinatos de caráter, e ignorar os dados que não cabem suas hipóteses.  Comportamento estranho para pessoas que não têm crenças!   Pelo contrário, acho que os céticos estão usando este "Eu não tenho crenças" argumento para desculpar-se da ter que defender seus pontos de vista, enquanto que a inversão do ônus para os crédulos e os paranormais .

sábado, 6 de agosto de 2011

O Código Aberto Conhecido Como Cristianismo (6):

Post nº 6 da série homônima do blogger Volney Faustini.

Como o código permaneceria aberto, a despeito das forças contrárias?

O risco de se fechar o Código do Cristianismo não viria pelo inimigo de nossas almas. De longe, Deus havia estipulado limites: “... as portas do inferno não prevalecerão contra ela (a igreja)”.

O risco maior estava nos próprios crentes. Vemos isso nas cartas paulinas – basta repassar as introduções de cada uma delas. São escritas para os amados, para os santos, às igrejas, à igreja de Deus, aos santificados, aos fiéis irmãos ... Já nas cartas de Pedro, ele se dirige aos eleitos que são forasteiros e aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa ...João utiliza um tom ainda mais pessoal, dirigindo-se a filhinhos, à senhora eleita e seus filhos ... Mesmo Tiago que mantém um caráter mais impessoal em sua carta se dirige às doze tribos da dispersão.

Ou seja, iniciamos pelos Evangelhos, onde encontramos o relato vivo de Jesus, suas falas e sua história – em detalhes suficientes para que sejamos impactados e transformados pela notícia de tão grande salvação. No livro de Atos dos Apóstolos somos que direcionados a compreender a expansão do Reino no âmbito físico e geográfico, com as atuações resignadas de mártires e de nossos heróis da fé cristã. E a partir daí, nas diferentes cartas somos ensinados nos desdobramentos e significados da fé – sempre no âmbito de comunidades.

Nosso maior desafio portanto está em manter a chama acesa do Corpo de Cristo no sentido comunitário. E para isso Jesus deixa a chave para que o código permanecesse sempre aberto: “onde estiverem dois ou três em meus nome ...”

Se de um lado refletimos e repensamos a forma e a maneira de se fazer igreja – recusando a predominância institucional sobre a simplicidade e franqueza da comunidade, somos instados a permanecer como comunidade. E a sempre sermos comunidade. Somente assim o cristianismo terá valor verdadeiro. Só assim haverá manifestação real e verdadeira de Jesus – e a manifestação d’Ele vivo e em sempre abundante amor.

A chave reside bem aí – no amor!

Como manifestar amor aos outros se não estivermos com mais gente? Como ser comunidade se pelo menos três não estiverem reunidos? Como imitar a Cristo que amou e deu de Si? Como obedecer a vontade de Deus de amar aos outros?

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. (João 13:34)

O Código Aberto Conhecido Como Cristianismo (5)

Post nº 5 da série homônima do blogger Volney Faustini.

O Cristianismo em suas manifestações iniciais, logo após a ascensão de Cristo, alcança o mundo. Em diferentes localidades, conforme descrito no livro de Atos dos Apóstolos, judeus e gentios aceitavam a mensagem do Evangelho e partiam de volta para suas cidades. As Boas Novas que Cristo morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, sendo nosso substituto e nos salvando, alcança a Oeste o Egito e a África, e a Leste a Ásia Menor, Grécia e Europa.

O momento da Páscoa e das celebrações agiam de maneira positiva para carregar e transmitir o ‘vírus’ da paz e amor em Deus. Daí que as cartas neo-testamentárias – em sua maioria – são dirigidas às igrejas formadas em localidades específicas, Roma, Corinto, Galácia, Eféso, Filipo, e assim por diante.

Fica claro diante disso, que a força da igreja (e sua grande característica) reside na comunidade que representa: os santos. Assim vemos que a igreja não dependia de paredes ou algo físico para se configurar como tal. É claro que se reuniam. Mas o objetivo era para estarem juntos, não o de se ter um lugar para se encontrar.

O Cristianismo Código Aberto, que abria seus braços, recebia convertidos e atuava como comunidade, não tinha tempo nem foco para sair de sua missão e construir uma tenda ou um lugarzinho especial.

Foi a partir das construções de igrejas e templos que o código começou a se fechar.

O Código Aberto Conhecido como Cristianismo (3)

Post nº 3 da série homônima do blogger Volney Faustini.

Tudo começou em Jesus. João, Pedro e Paulo e mais uns poucos - entre discípulos e new comers deram continuidade ao grande projeto concebido por Deus. A salvação do mundo, o cumprimento da grande comissão, a evangelização até os confins da terra, o indo ...

O cristianismo - que só mais tarde ganhou esse brand, com direito a peixinho e cruz em sua logotipia, deveria carregar em seu bojo a característica sempre revolucionária do código aberto.

O mistério (segrêdo) que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia se manifestou aos seus santos; (parentesis nosso) Colossenses 1:26

Era algo que parecia estar fadado ao exclusivismo judaico. No entanto arrebentava os muros de separação e do preconceito, para alcançar toda e qualquer criatura. Judeu e gentio!

aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; Colossenses 1:27
A segunda Diáspora
Os acontecimentos do primeiro século da era Cristã se desencadearam num consequente efeito global para o Evangelho. Não somente as viagens missionárias de Paulo levaram a mensagem de salvação aos diferentes rincões da civilização, como convertidos judeus eram as sementes da multiplicação do Evangelho.

Na África Oriental, vemos a atuação do eunuco etíope - um convertido sem nome que após ter sido batizado retorna ao seu país cheio de júbilo. É possível (e aqui estou especulando) que seu nome tenha sido preservado para permitir que os esforços evangelísticos no palácio da Rainha e depois na Etiópia em geral, não fossem frustrados. Era a insubordinação em curso, 'pervertendo' a ordem reinante.

O Cristianismo Código Aberto ganha em seus recém convertidos, imediatamente fortalecidos pelo Espírito Santo, um impulso avassalador de adesões e entusiasmo - provavelmente nunca antes percebido em qualquer outro movimento social, e com uma relevância a toda a prova: a forma organizada de se apoiar e sustentar os mais pobres e menos favorecidos. Ou seja, apesar de subvertidos, dão a volta por cima e fazem o que nem Estado, Governo ou Imperador conseguem realizar.

Mesmo na controvérsia judaizante acerca dos convertidos gentios, há uma liberação de autonomia visando preservar-lhes o que na essência eram por não serem iguais (não-judeus). Ao enfatizar o que deviam abandonar como procedimento - os quatro rituais pagãos - ligados à uma religião código fechado (que acabavam de abandonar), lhes era franqueada liberdade. Aos irmãos mais velhos, a ordem era para que parassem de pertubar e transtornar a alma desses irmãozinhos (Atos 15:24). Em Paulo e Barnabé a mensagem do Código Aberto é selada e enviada a Antioquia, Síria e Cílicia.

Babel Teológica
Já nos primeiros séculos, a falta de alinhamento em questões doutrinárias acabam trazendo divisões e cisões entre os irmãos. Mas há nesse retrocesso, um outro lado da moeda que é a própria multiplicação de convertidos e o crescimento da cristandade. Mesmo quando se olha com cuidado as diferentes ordens religiosas - promulgadas desde o início dos relatos históricos da igreja, vemos dezenas de iniciativas. Homens e mulheres se esforçando em suas vocações de maneira autônoma e independente.

Se - conforme o relato em Gênesis, na Babel das diferentes línguas, o povo se dispersa e abandona a construção da torre, aqui na seqüência de Atos 28, a confusão causada pelas diferentes formas de se abraçar a fé, espalha os cristãos e faz o Evangelho crescer.

O bom é inimigo do ótimo

Há no entanto um grande revez em Constantino para o Cristianismo. O que parecia uma excelente iniciativa (um golpe de gênio): institucionalizar a fé - é na verdade uma grande subversão. O código tem que ser livre e permanecer solto. A inconsistência de tal medida servirá como breque ao crescimento genuíno do Evangelho e será um duro golpe à sua vitalidade. Cessa o vigor do código aberto.

O Código Aberto Conhecido como Cristianismo (2)

Post nº 2 da série homônima do blogger  Volney Faustini.

O primeiro grande evento, sem a participação direta de Jesus, na história do Cristianismo - e como veremos a seguir, a fortalecer a tese do Código Aberto, aconteceu imediatamente após a sua ascensão. Quando veio Pentecostes - 50 dias após a Páscoa e detalhadamente relatado em Atos 2, avança-se em sua cristalização.

Todos ficaram cheios do Espirito Santo e começaram a falar noutras línguas conforme o Espírito os capacitava.

Jerusalém, por ocasião das festividades se tornava um espécie de ONU, vindo gente de todas as partes do mundo.

Partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, do Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próxima a Cirene, e visitantes vindo de Roma tanto judeus como convertidos ao judaismo, cretenses e árabes.

Eis a ocasião mais que oportuna para inverter o efeito Babel, com a descida do Espirito Santo. A única 'religião' - a verdadeira e exclusiva emancipadora da Graça, anula o símbolo da busca aos Céus em torres construídas por homens, escadas que intentam alcançar Deus - no meio de uma confusão de línguas, comunicação e atitudes. Eis que agora o processo real e do Deus manifesto é Babel ao contrário: Deus descendo, dando línguas para entendimento e constituíndo naquele início da era do Espírito Santo, um efeito viral. Um contágio que deixava perplexos e maravilhados seus ouvintes. O impacto era fulminante em cada um daqueles a quem a Mensagem era apresentada. O Código Aberto ganhava força e determinação.

Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua.

Babel fôra divergente. Pentecostes é convergente.

Mesmo quando se chega ao final deste capítulo 2 de Atos, a narrativa é uma prova cabal do poder transformador do verdadeiro e genuíno Cristianismo: aberto, livre, acessível, convidativo, includente, gratuito, alegre, simpático, festivo, e (por último e não menos importante) amoroso. Homens e mulheres adentravam na era da graça e do amor. A comunidade e os 'Códigos Abertos' eram assim descritos:

. Tinham coisas em comum
. Distribuiam valores de acordo com a necessidade
. Todos os dias se reuniam
. O pão era partido nas casas
. Havia participação de refeições com alegria
. Louvavam a Deus
. Conquistavam a simpatia do povohttp://volneyf.blogspot.com/2008/05/cristianismo-cdigo-aberto-2.html

O Código Aberto Conhecido como Cristianismo

Série de Posts do genial Volney Faustini.

No exato momento em que Cristo deu seu último suspiro (entregou o espírito) expirando na cruz, "... o véu no santuário do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo ..." (Mateus 27:51), deixando o Santo dos Santos desprotegido. Conforme o Comentário Judaico do Novo Testamento (Editora Atos) isto "simbolizou o fato de que Deus estava dando a todos o acesso ao lugar mais sagrado de todos no céu conforme ensinado em JM 9:3-9; 10:19-22" (Carta aos Judeus Messiânicos = Hebreus).

A sua morte inaugura um novo tempo. Numa linguagem mais para os tempos cibernéticos, a sua morte dava início à religião do Código Aberto: a redenção somente por graça, mediante a fé, salvação a todos os que crêem, reconciliação total com Deus. Inaugurou a era do sacerdócio universal - onde todo e cada um que crê, tem acesso à sua presença.

O Código Aberto vinha sendo prenunciado nos encontros com Nicodemos - nascer de novo é um ato individual e inaugurativo para quem crê, e com a Mulher Samaritana - a água que eu lhe der matará sua sede. Nascer e beber água eram atos gratuitos e individuais. Era um código aberto - sem restrições.

O Código Aberto se consagra com a Ascensão de Cristo: mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espirito Santo ...

O Código Aberto vai se espalhando com a conversão de Saulo - o perseguidor (aquele que queria manter o Código Fechado), e logo no capítulo seguinte ao atender a visão dada a Pedro de testemunhar aos Gentios, vemos Cornélio e seus familiares se tornando os primeiros não judeus a fazerem parte da família de Deus. "Ele não faz acepção de pessoas ... todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados" (Atos 10:34 e 43). E "sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo" (Atos 10:45).

Ao longo dos séculos desde os tempos do Antigo Testamento até a era moderna a história do povo de Deus e do cristianismo é um relato claro e contundente de um Código Aberto, com seu clímax sendo a mensagem libertadora de Cristo que precisa e deve alcançar a todos. O Código Aberto é para todo o homem e o homem todo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O ateísmo lúcido [e desnorteante] de Lovecraft


Mais uma do Paulo Brabo.

Meu professor de redação H. P. Lovecraft, de quem herdei o vício de abusar de adjetivos, era um ateu convicto, ocasionalmente militante. A mesma convicção materialista que o fez eliminar dos seus contos de terror qualquer traço do sobrenatural levou-o a duvidar de todas as manifestações tradicionais de religião.

Sua histórias não são povoadas por vampiros, fantasmas ou assombrações, e pelo mesmo motivo no seu universo não há espaço para Deus ou para intervenções sobrenaturais1. Tudo no cosmos é gerado pelo acaso, e este domado apenas pelas leis cegas da física. No grande contexto do universo, a vida orgânica na terra não passa de “um acidente minúsculo e temporário”, sendo a própria humanidade “um acidente ainda menor e mais temporário”.

Essas convicções, mais ou menos populares hoje em dia, estavam longe de serem comuns na década de 1930, a última do autor. Acho particularmente notável, no entanto, que a grande reserva que Lovecraft encontrou para apresentar contra o cristianismo não foi o fato de a fé cristã pressupor um universo sobrenatural que contrariava sua visão de mundo materialista. Sua indignação era ao mesmo tempo mais profunda e mais lúcida2:
O cristianismo não tem como ser levado a sério. É ingênuo e anticientífico culpar o mundo por não se conformar a ele – visto que se trata de uma ilusão quimérica e poética totalmente alienígena à natureza humana. [O cristianismo] é absurdo, porque nenhuma raça ou nação poderia (ou deveria) jamais chegar a conformar-se a ele.
E basta este trecho para Lovecraft se mostrar mais agudo e inclemente do que Richard Dawkins ou qualquer outro ateu militante da nova geração. Em particular, Lovecraft enxerga que o cristianismo é uma ameaça para o conceito de raças e nações justamente por propor um ideal elevado demais, um sonho de fraternidade aparentemente impraticável e “totalmente alienígena à natureza humana”.

Ao contrário dos ateus militantes contemporâneos, ele sabe avaliar o verdadeiro peso do seu adversário. Para Dawkins, o cristianismo é uma ameaça à civilização por ser uma religião como as outras; para Lovecraft, é uma ameaça justamente por não ser uma religião, já que as religiões tendem a apoiar e legitimar o estado de coisas.

Para Dawkins o cristianismo é um risco perene porque recusa-se a reconhecer a natureza última da realidade; para Lovecraft, ele é um risco porque sonha teimosamente poder alterá-la. Para Dawkins, o cristianismo é uma ameaça por patrocinar a injustiça; para Lovecraft, é uma ameaça por sonhar uma justiça excessiva: por ser uma intransigente ingenuidade e uma declarada insensatez, uma poesia que pode transtornar o mundo se raças e nações não resistirem ao apelo evangélico de conformarem-se a ela. Para Dawkins o escândalo está em, diante de todas as evidências, o cristianismo recusar-se a reconhecer que não há céu; para Lovecraft está em, diante de todas as improbabilidades, o cristianismo insistir em implantá-lo na terra.

Dos dois, só Lovecraft sabe do que está falando.