quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Burnbit Ou O Chuck Norris Dos indexadores .torrent

É patente para usuários avançados, o quase total desconhecimento que a maioria dos usuários que baixam programas da net e até dos próprios fabricantes de software têm ao protocolo BitTorrent. Um sistema que aumenta a velocidade de download de acordo com a demanda não soa apenas espantoso, mas também econômico e bem mais funcional que os tradicionais links HTTP, que para início de conversa, não têm na transferência de arquivos sua principal função.
Vemos cases interessantes de bom uso do BitTorrent, como a distribuição de imagens do Ubuntu, ou a Blizzard com seu StarCraft II, ou ainda o Opera, que até no modelo de distribuição inova. Mas são casos isolados, o que deveria ser regra é exceção.

A frustração de baixar um arquivo via HTTP em velocidade lenta-quase-parando pode estar com os dias contados no que depender do inovador Burnbit. Em dois passos, ele transforma qualquer link para download convencional num arquivo *.torrent, que pode ser compartilhado e usado como se tivesse sido criado da maneira comum, usando um tracker e tudo mais.
Dê uma zoiada nas imagens para compeender o processo:
Passo 1: entre a url (endereço Web do arquivo) eclique no botão "burn ao lado do formulário
A vantagem deste tracker do Burnbit é que o arquivo não “morre”, como é comum nos arquivos torrent clássicos, já que o arquivo está hospedado em um servidor HTTP. Por isso, o usuário sempre terá uma fonte completa para download, mesmo que não existam outros usuários compartilhando o arquivo ao mesmo tempo.
Passo 2: espere o servidor  do site processar o arquivo;

O bichinho é facil de lidar, sem cadastro, nem passos complicados. Basta colar o endereço do arquivo; o site se encarrega da “conversão”. Estando ela finalizada, uma página com estatísticas do arquivo é exibida — com direito a URL amigável e tudo. E claro, o arquivo pronto para ser baixado pelo uTorrent ou programa similar
Passo 3 : Clique em "download torrent", como indicado na setinha


Para quem quer distribuir alguma coisa, mas não tem cacife para bancar uma hospedagem decente e com limite de tráfego alto, o Burnbit é uma ótima alternativa!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Interpretar e ouvir

Um texto de impacto épico colado pelo Paulo Brabo.

Um mito “rompido” é um mito que foi desmascarado; admite-se agora que é um mito, não sendo mais considerado uma fotografia objetiva e verdadeira da natureza última da realidade, nem uma descrição objetiva de como essa ordem veio a existir. Ao contrário, encontra-se agora incluído entre diversas construções possíveis igualmente subjetivas, impressionistas e imaginativas, todas criadas por uma comunidade a partir de suas experiências iniciais, quase rudimentares, com o mundo. De fato, uma vez que os ensinos essenciais do judaísmo são caracterizados e aceitos como míticos, passamos a ter um mito “rompido”.

Não há como superestimar a natureza delicada desse momento do nosso crescimento religioso. Há três possíveis reações diante de um mito rompido. A primeira é rejeitar por completo a noção de mito, reverter para uma compreensão literalista da religião, insistir que todos os seus ensinos são objetivamente verdadeiros, fechar olhos e ouvidos, negar aquilo que aprendemos e voltar ao porto seguro do literalismo.

A segunda é proclamar que o mito rompido está “morto”: efetivamente descartá-lo como “meramente” um mito, como claramente ilusório, como deliberada ficção. Uma expressão típica dessa postura é dizer: se o judaísmo “não passa” de um mito, porque continuar sendo judeu?

A terceira possibilidade é abraçar o mito como “rompido” – e também como “vivo”. A melhor caracterização desse abraço sutil é chamar a experiência de “segunda ingenuidade”, ou “ingenuidade deliberada”. É “ingenuidade”, porque através dela recapturamos o estágio primitivo, quase infantil, de nossa percepção de como o mundo funciona. Mas é uma “segunda” ingenuidade, porque segue-se a um estágio de nosso desenvolvimento em que nossas faculdades críticas nos dizem que esse não é um retrato objetivamente verdadeiro, que Deus não criou o mundo literalmente do modo como relata Gênesis 1, ou que Deus não desceu literalmente sobre o monte para revelar a Torá a nossos ancestrais como relata Êxodo 19-23. Essas histórias não precisam mais ser vistas como literalmente e objetivamente verdadeiras – não precisando, aliás, ser vistas como literalmente ou objetivamente falsas. E é “deliberada”, porque é abraçada através de um ato consciente e ponderado da vontade.

O filósofo francês Paul Ricoeur captura o peso frágil e quase doloroso desse momento:

Isso quer dizer que podemos voltar talvez a uma ingenuidade primitiva? Na verdade não. Em todo modo, algo foi irremediavelmente perdido: o caráter imediato da crença. Mas se não podemos mais viver os grandes simbolismos do sagrado em conformidade com a crença original neles, podemos, na qualidade de homens modernos, almejar uma segunda ingenuidade na crítica e através dela. Em suma, é interpretando que podemos voltar a ouvir.

- O rabino Neil Gillman, expondo e aplicando categorias
   articuladas por Paul Tillich

"Eu era Cético"

“Eu era cético”, diz estudioso de percepção extrassensorial

Em entrevista ao iG, o professor Daryl J. Bem defende os resultados de sua pesquisa que diz provar que é possível prever o futuro.
 
Cristina Caldas, especial para o iG | 20/01/2011 14:50

Daryl Bem: de cético a defensor da existência da percepção extrassensorial
iG: Por que o artigo do senhor gerou tamanha discussão mesmo antes de ter sido publicado?


Daryl Bem: O público tem se interessado desde muito tempo em efeitos psíquicos. Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas diz acreditar em percepção extrassensorial. Entre os indivíduos com nível superior, a percentagem de pessoas que acredita em ESP é ainda maior.


iG: Como o senhor responde às críticas referentes às análises estatísticas usadas no trabalho?

Daryl Bem: Estou preparando, junto com um estatístico, uma resposta às críticas. Trata-se de uma controvérsia muito mais ampla do que o criticismo ao meu trabalho.

iG: Quando e como o senhor se interessou em estudar percepção extrassensorial?


Daryl Bem: Sempre fui cético. Fui durante muito tempo um mágico performático que sabia disfarçar truques como percepção extrassensorial. A Associação Parapsicológica me convidou para fazer uma apresentação, para que eles pudessem se proteger contra truques em seus laboratórios.

Um dos pesquisadores me convidou a visitar o seu laboratório para garantir que seus procedimentos eram à prova de fraudes.

Fui lá e disse a ele que se ele tivesse resultados positivos, eu o ajudaria a publicá-los em uma revista importante (o que fizemos em 1994).

Com isso me convenci de que os dados deles eram fortes e decidi tentar meus próprios experimentos. Comecei os experimentos em 2003, cujos resultados se tornaram o artigo que está agora sendo discutido.


iG: O senhor realmente acredita que somos capazes de sentir o futuro? Se sim, qual é a evidência mais forte disso no seu trabalho?


Daryl Bem: Não são apenas meus próprios estudos, mas muitos outros estudos que têm sido conduzidos no campo, alguns eu discuto na introdução do meu artigo. Dentro das minhas próprias pesquisas, gosto particularmente dos dois estudos finais, de “facilitação retroativa da memória”.

Uma definição abrangente de Ciência

Do site em português do The Integral World,

A ciência é a religião de hoje. Se a ciência estabelecer algo, deve ser verdadeiro. Se a ciência não estabelecer algo, não pode ser verdadeiro. É assim que a filosofia moderna a tem.

Mas a ciência abrange toda a realidade? Já que a ciência é baseada no que os sentidos físicos (geralmente com a ajuda dos instrumentos) nos dizem, é sensato depender totalmente desta fonte de conhecimento? Quem já enxergou as emoções ou os pensamentos com o olho físico? Isso é razão suficiente para negar a existência deles? Ou estamos deixando algo escapar?

"Ausência de prova não é prova de ausência", podemos dizer. Acreditar que a ciência abrange TODA a realidade não é algo realmente científico, porque temos que negar outras formas de experiência humana, como nossos sentimentos de identidade mais profundos. Isso é o que podemos chamar de "cientismo".

Veja que a própria ciência não tem rejeitado a crença na alma, nas esferas superiores, nas realidades transcendentais, como muitas pessoas instruídas acreditam. Está na hora de corrigirmos este status extremamente desigual.

Basicamente, a realidade abrange pelo menos três domínios:

1. aquele que podemos ver com nossos sentidos,
2. aquele que podemos ver com nosso "olho interior",
3. aquele que vê, tanto externamente quanto interiormente: o Self. Repare que todos os três podem ser estudados de uma maneira científica! Mas qual é o significado de "científico"?

Wilber argumenta que a ciência de maneira alguma deve implicar em materialismo. Na verdade, ciência envolve três elementos:

1. Seguir uma instrução, injunção ou paradigma
2. Apreender algo sobre esta realidade específica
3. Comparar nossas descobertas com as dos outros.

Esses três "elementos" operam na ciência de uma forma óbvia: um astrônomo (1) olha através de um telescópio, (2) observa uma certa região do universo e (3) discute suas descobertas com colegas astrônomos (e NÃO conosco, meros mortais, um ponto muito importante).

Wilber defende a existência de dois outros tipos de ciência, que seguem o mesmo procedimento formal: A ciência mental ou social (o que os europeus chamam de Geisteswissenschaft) que não observa os objetos físicos, mas os significados mentais, que podem ser encontrados em documentos, estórias, mitos, relatos e livros. O significado de um texto não pode ser visto com o olho físico, mas apenas com o "olho da razão". Seguindo os três fios da ciência, a ciência mental é perfeitamente científica. (Lógico, os objetos mentais não são tão concretos quantos os físicos. Assim, as conclusões da ciência mental não podem equiparar às da física. Mas e daí?).

E há um terceiro tipo de ciência, segundo Wilber. Pois afinal a realidade compreende apenas coisas e pensamentos? E o princípio em nós que vê e pensa? O self que vê e pensa não pode ser visto e não é um pensamento. Mas pode ser abordado experimentalmente, por exemplo, na meditação. Assim, a "ciência espiritual" nasce. A meditação a yoga e a espiritualidade contam como "ciência" porque elas também seguem os três fios: (1) instrução – sentamos numa almofada por horas, (2) observação – percebemos um estado da mente, e (3) confirmação – discutimos nossas descobertas com colegas que também meditam.

Para concluir: Wilber defende três tipos de ciência, já que a realidade é composta de pelo menos três domínios, e todos os três domínios podem ser abordados de uma maneira experimental e, portanto, científica.

Traduzido por Priscila e Moacyr Castellani

O que é a mente?

Do esclarecedor blog Territorios da Mente.

Para o psiquiatra Augusto Cury (http://www.centroaugustocury.com/) a mente humana é um sofisticado e complexo campo de energia psíquica que coexiste e co-interfere com o campo de energia físico-química do cérebro. A energia psíquica transmuta-se ou transforma-se em energia física, e vice-versa.

O campo de energia físico-química está preso a um sistema de leis lineares, previsíveis e lógicas, enquanto o campo de energia psíquica ultrapassa os limites dessas leis.

A psique também transmuta tensões emocionais no campo de energia cerebral gerando possíveis microalterações metabólicas psicossomáticas e sintomas psicossomáticos, às vezes clinicamente detectáveis.

De acordo com a neurobiologia, a mente emerge a partir da actividade do cérebro e é moldada pela estimulação externa e a experiência interpessoal (vivências).

O conceito de mente pode ser definido de diferentes maneiras consoante nos colocarmos, por exemplo, na perspectiva da investigação filosófica, neurofisiológica ou das ciências psicológicas.

Segundo o psiquiatra António Imbasciati “há uma certa tendência geral em considerar o complexo dos sentimentos, afectos e emoções como um conjunto de processos psíquicos diferentes do que constitui os processos cognitivos (pensamento, memória, inteligência, etc.)” reservando-se para estes últimos o termo “mental”. Este modo diferente de dividir a mente em “psique” (afectos) e processos “mentais” (cognitivos) tem origem na concepção medieval da psicologia como “ciência da alma” e da contraposição dos dois princípios – matéria e espírito – na actividade humana.

A mente envolve todos os comportamentos, desde os mais simples aos mais complexos sendo sustentada por um ou mais "programas", facto que remete para a existência da percepção, da memória e da aprendizagem como funções determinantes para a função mental.

É importante salientar que não existem funções psíquicas ou mentais isoladas. A mente é um todo onde decorrem simultaneamente actividades conscientes e não conscientes.

Na verdade, ela resulta de padrões no fluxo de energia e informações no interior do cérebro e entre cérebros, é criada no seio da interacção dos processos neurofisiológicos internos e das experiências interpessoais, a estrutura e o funcionamento do cérebro são determinadas pelo modo como as experiências (vivências e estímulos) moldam a maturação geneticamente programada do sistema nervoso.

A mente, que não pára de se desenvolver ao longo da vida, possui meios distintos de processar as informações e os estímulos oriundos do exterior e do seu relacionamento com outras mentes. Neste aspecto, é de destacar o papel das emoções que intervêm de forma activa na organização central do cérebro. Assim, a capacidade de um indivíduo organizar as suas emoções determina a capacidade da mente de integrar a experiência e de se adaptar a futuros focos de tensão.

Enquanto isso, Na terra Do Delta do Nilo...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Definições sobre Parapsicologia

Adaptado do blog Sem Tipo.

A parapsicologia é a ciência que estuda os fenômenos que envolvem as interações extra-sensoriais entre os seres humanos e o ambiente no qual estão inseridos, onde a mente está interagindo diretamente no meio ambiente sem o uso dos órgãos físicos e sensoriais, sendo esses fenômenos também conhecidos como fenômenos paranormais, como por exemplo pessoas que entortam colheres sem tocar nelas, apenas com a "força" da mente.

Basicamente a Parapsicologia tenta provar que o mundo subjetivo e o objetivo tem sim uma grande ligação ( ou que pelo menos a separação é apenas como uma fina parede de vidro) e essa ligação pode se tornar tão forte, que se exercitada, qualquer ser humano poderia fazer coisas incríveis. A abrangência dos estudos parapsicológicos é grande, alcançando os fenômenos de quase morte, experiências fora do corpo, telepatia ( ou simulcognição subjetiva ), clarividência ( ou simulcognição objetiva ), psicocinese e precognição.