Um Blog de um cristão questionador, com consciência própria, ainda que tenha um longo caminho a frente.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Josue Rodrigues - Olha O Mar
Esse é um dos clássicos que mais gostava de ouvir na FM pelos anos 90.
Crentes, ouçam, desfrutem e adorem ao Eterno.
Crentes, ouçam, desfrutem e adorem ao Eterno.
A Parapsicologia defendida por um Professor cristão
A Parapsicologia e os milagres
Artigo de Valter Franceschini
A Parapsicologia é uma ciência que avança com muita desenvoltura e credibilidade na aceitação e no conceito público, apesar dos fenômenos PSI serem ainda bem mal compreendidos. A paranormalidade ao ser exteriorizada não obedece o rigor das leis da experiência e onde apresentada a causa, verifica-se o efeito; variando a causa, o efeito varia; suprimindo a causa, o efeito desaparece. Os fenômenos PSI extrapolam essa conceituação, pois são fatos que não atendem, na maioria dos casos, as leis da causalidade como entendidas no convencional.
Com essa visão estreita do conjunto admitido pela ciência tradicional, fica evidente que as características parapsicológicas extrapolam normas desse conjunto. Entretanto, a verdade nua e crua é que todos os fenômenos por serem reais, com existência clara e indiscutível, necessariamente enquadram-se no conceito científico. Assim, o critério básico para caracterização de um fato científico é a sua autenticidade.
Quanto à autenticidade da atuação da paranormalidade e dos fenômenos PSI, não há mais o que ser contestado. Basta verificar e analisar as autenticidades das inúmeras posturas, ações e reações correspondentes ao comportamento humano, principalmente quando apresentam situações bem além das convencionais.
Os fenômenos parapsicológicos existem, são autênticos e seus fatos exigem o necessário esclarecimento das suas causas reais para, assim, afastar os charlatões e não se deixar envolver negativamente pelos extremados racionalistas ou por misticismos doentios e superstições alienantes.
A Parapsicologia é, sem dúvida, uma ciência nova, oferecendo caminhos para um ramo novo dos conhecimentos humanos. Não concordamos em `enterrar' os talentos da paranormalidade. Pelo contrário, eles precisam ser trabalhados, equilibrados e desenvolvidos, com critério e discernimento. Tanto é verdade que em todos os países encontramos renomados intelectuais dos mais variados segmentos científicos, como físicos, biólogos, médicos, matemáticos, filósofos, psicólogos, paranormais ativos e outros mais, dedicando grandes esforços nas pesquisas parapsicológicas.
Essa ciência, exatamente por ser ciência, não apresenta, em absoluto, nada contra qualquer crença religiosa. Ocorre que os fenômenos PSI, estudados pela Parapsicologia, sempre foram tidos e interpretados com sério contexto religioso. A ciência, ao estudar os fatos, deve analisar se estes se devem ou não ao homem. Qual o envolvimento deles nas emoções e assim por diante. Por isso, é de total desconhecimento, diria até de séria infantilidade, entender a Parapsicologia como ciência do `achismo'. Sem dúvida, tal conclusão é de enorme infelicidade e revela o absoluto desconhecimento da ciência.
Acusar a Parapsicologia de ignorar Deus ou tentar substitui-lo é outro grande equívoco. Um absurdo mesmo. Nos fenômenos do grupo Supranormais, são estudados os milagres que correspondem à chancela de Deus no meio do seu povo e neste mundo. A Parapsicologia também aceita os milagres e procura mostrar cientificamente o verdadeiro do falso milagre. Como dizia o grande cientista e pesquisador Robert Amadou, "é mérito da Parapsicologia separar o verdadeiro do falso milagre".
Tudo isso em vista do fato observável e analisável pertinente à ação da paranormalidade e mediante a análise e declaração do teólogo que necessariamente consultou os diversos segmentos científicos. Ao teólogo é que cabe declarar se é milagre ou não. À Ciência cabe determinar a veracidade científica. A História e a Teologia Clássica mostram essa atitude científica com clareza e veracidade.
Definições Seculares sobre Parapsicologia
Parapsicologia, vem do grego "para" [além de], "psique" [alma, espírito, mente, essência] e "logos" [estudo, ciência, essência cósmica] e sugere o significado etimológico de tudo que está "além da psique", "além da psicologia" ou mais especifiamente, o que está além e, portanto inclui a psique e a psicologia. Neste sentido, podemos dizer que a Parapsicologia é uma Transpsicologia ou se correlaciona diretamente com sua irmã gêmea, a Psicologia Transpessoal e outras áreas das investigações mais avançadas, como a Psicobiofísica, Psicotrônica, Projeciologia e afins.
É também conhecida como Pesquisa Psi e ainda Metapsíquica [nomenclatura mais antiga], pode ser compreendida, a partir de um ponto de vista estrito senso, como o estudo de alegações paranormais e associados à experiência humana, ou seja, as interações aparentemente extra-sensório-motoras entre seres humanos e o meio ambiente. Esses fenômenos também são conhecidos como fenômenos paranormais ou fenômenos Psi.
De uma forma geral os fenômenos Psi podem ser classificados, quanto à forma de apresentação, em extra-sensoriais e psicocinéticos, de acordo com a "escola" / vertente teórica de Joseph Banks Rhine (EUA). Os extra-sensoriais, identificados pela sigla PES (percepção extra-sensorial) são os fenômenos que envolvem conhecimento. Podem ainda classificados quanto ao tipo, em telepatia, quando fonte e receptor forem seres humanos e em clarividência, quando a fonte é o meio ambiente. Quanto ao tempo, esses fenômenos podem ser classificados em retrocognição, simulcognição e precognição, quando estiverem relacionados, respectivamente, ao passado, ao presente e ao futuro. Os fenômenos psicocinéticos, identificados por PK (psychokinesis) são caracterizados pela ação sobre o meio ambiente. Quando esta ação for diretamente observável será dita macro-PK, e quando microscópica, micro-PK.
A maioria dos parapsicólogos, atualmente, espera que estudos adicionais venham finalmente explicar essas anomalias em termos científicos, apesar de não estar claro se eles podem ser completamente compreendidos sem expansões significativas (poderia se dizer revolucionárias) do estado atual do conhecimento científico. Outros pesquisadores assumem a posição de que modelos científicos já existentes, tais como os de percepção e de memória, são adequados para explicar alguns dos fenômenos parapsicológicos.
sábado, 26 de junho de 2010
Afinal pra que serve a apologética?
By Tom fernandes.
Sou o famoso chato. Além de procrastinador [nome terrível], sou chato. Sei que a eterna arte de deixar tudo pra última hora só não entrou no hall da fama dos pecados capitais por culpa de alguém procrastinando. Mas não sei de quem é a culpa de minha chatice. Acostume-se, tentei mudar, mas sou chato. Fazer o quê?
Sou chato principalmente sobre as questões de fé. Não sou descolado. Não sou fundamentalista. Você tampouco me terá em cima do muro. Simplesmente porque tenho mais o que fazer do que tentar me equilibrar em cima de muros. Ou não. Mas não gosto de muros, não sou descolado nem fundamentalista. Ateu? Herege? Chato!
Creio em demônios, sim, mas não acredito neles. Nem nos da old school nem nos modernos e modernosos. Creio menos ainda nos seus exorcistas. Vá por mim, a cada dez rituais de exorcismo; em nove, nem Deus nem o capeta se fazem presentes. Mas o negócio funciona como serviço público, é preciso criar cabides de emprego pra tanta gente com medo de dar a cara a tapa por conta própria.
Creio em Deus, sim, e acredito nele. Acredito a ponto de não me preocupar com o que falam dele ou em nome dele. Acredito em Deus por motivações minhas, não por conta de algum interesse ou vantagens resultantes da coisa. Mas não me peça pra ficar uma hora na frente da TV, ouvindo pessoas definindo Deus. Depois o chato sou eu.
Creio que hoje é sempre o oitavo dia, o dia do recomeço. O oitavo dia é sempre meu. Não me importo em saber se Gênesis é literal ou literário, não quero saber de onde veio a semente que deu origem ao mais lendário pé de maçã da história. Importo-me apenas que o oitavo dia é o dia do homem bater perna e correr atrás do que lhe importa. Disso não tenho dúvida.
Quais são as minhas dúvidas? Poucas. Dúvidas de quem tem poucas certezas. De quem é chato porque acha tudo isso muito aborrecido. Acho os extravagantes enfadonhos. Detesto gente babando no chão e se contorcendo por excesso de Coca-cola com açúcar e dizendo que foi o toque de Deus. Aborreço-me facilmente com gente que fala demais sobre o mesmo assunto. Falta de assunto é sinal de qualquer coisa, menos de espiritualidade. Bocejo na cara de quem vem me contar o testemunho de prosperidade que ouviu falar de alguém ou que viu na TV. Tenho a impressão de quem vive o evangelho da prosperidade também se casou apenas pelas vantagens de ter sexo, casa arrumada e alguém obrigado a aturar suas canhestrices.
Até esta coisa de ser descolado me aborrece. De trocar o nome das coisas. De chamar igreja de ‘outra coisa’, de falar que é contra a religião, de chamar Coca-cola de chá-com-gás e continuar tomando quatro litros por dia, mas metendo o malho em quem toma sua coquinha feliz da vida. Toda vez que alguém me chama pra ir a um lugar que ‘não é igreja’, ouvir alguém que ‘não é pastor’ falar algo que ‘não é pregação’, além de contribuir com algo que ‘não é oferta’ e devolver algo que ‘não é dízimo’ pergunto se posso participar daquilo que ‘não é ceia’ tomando um líquido cevado e gelado, mas que ‘não é cerveja’.
Mas tem uma coisa que me transtorna, que me deixa mais chato ainda. Os apologistas. Meu Deus, de onde veio essa gente? Até hoje ninguém me tirou da cabeça que a apologética é uma coisa criada pela concorrência, só pode. Esta semana soltei no meu twitter [cerca de 600 seguidores, metade evangélica]: ‘Pra que serve a apologética?’. Resultado? Vinte unfollows em poucos minutos. Nenhuma resposta. Engraçado, os apologistas não respondem o que são, não gostam que se pergunte o que são e apelam com quem pergunta. Acho que, na verdade, não sabem o que são.
O Aurélio diz que ‘apologia é a arte de defender, justificar, promover’. O que vejo os apologistas evangélicos defendendo é qualquer coisa menos sua fé. Defendem suas crenças, seus usos e costumes [mesmo os apologistas que são contra os usos e costumes tradicionais], seus dogmas, suas visões de céu e inferno, seus projetos políticos e suas visões de mundo.
Sempre achei uma falta de ter o que fazer ficar explicando porque o cristianismo é uma religião melhor que a adoração ao santo abacateiro temporão. Tenho suspiros dignos do Charlie Brown ao ver extravagantes versus neopentecostais versus pentecostais versus reformados versus católicos versus ortodoxos versus todo-mundo. (...). Já viu alguém feliz em seu casamento defendendo o tempo todo as bases de sua escolha e as dez razões irrefutáveis porque se casou com a Aninha e não com a Joaninha?
Quer minha definição? Pois bem, apologética é a arte de falar sobre algo que você não tem a coragem de viver. Talvez seja só chatice minha. Eu sou mesmo um chato. Mas também sou um palhaço sem circo, do tipo que faz pra graça pra todo mundo, mas não pra qualquer um.
NOTA DO PERSEVERANTE:
Tenho muitas coisas em comum com o Tom - ser um "procastinator", além das coisas que constam do segundo ao sexto parágrafo - se tivesse tempo E disposição, escreveria praticamente o mesmo.
Nunca soube o que era apologética até meados de 2003, quando aprendi a des-gostar da coisa. O motivo: muitos "apologetas" são só crentes old-school que difamam o que quer que considerem prejudicial a seus seus usos / costumes / dogmas / whatever, ainda que não hajam evidencias concretas que estudar "x" ou entreter-se com "y" seja prejudicial. No fim, em tempos como os nossos, isso mais fragiliza que enrobustece a respeitabilidade do cristianismo e dos cristãos.
Sou o famoso chato. Além de procrastinador [nome terrível], sou chato. Sei que a eterna arte de deixar tudo pra última hora só não entrou no hall da fama dos pecados capitais por culpa de alguém procrastinando. Mas não sei de quem é a culpa de minha chatice. Acostume-se, tentei mudar, mas sou chato. Fazer o quê?
Sou chato principalmente sobre as questões de fé. Não sou descolado. Não sou fundamentalista. Você tampouco me terá em cima do muro. Simplesmente porque tenho mais o que fazer do que tentar me equilibrar em cima de muros. Ou não. Mas não gosto de muros, não sou descolado nem fundamentalista. Ateu? Herege? Chato!
Creio em demônios, sim, mas não acredito neles. Nem nos da old school nem nos modernos e modernosos. Creio menos ainda nos seus exorcistas. Vá por mim, a cada dez rituais de exorcismo; em nove, nem Deus nem o capeta se fazem presentes. Mas o negócio funciona como serviço público, é preciso criar cabides de emprego pra tanta gente com medo de dar a cara a tapa por conta própria.
Creio em Deus, sim, e acredito nele. Acredito a ponto de não me preocupar com o que falam dele ou em nome dele. Acredito em Deus por motivações minhas, não por conta de algum interesse ou vantagens resultantes da coisa. Mas não me peça pra ficar uma hora na frente da TV, ouvindo pessoas definindo Deus. Depois o chato sou eu.
Creio que hoje é sempre o oitavo dia, o dia do recomeço. O oitavo dia é sempre meu. Não me importo em saber se Gênesis é literal ou literário, não quero saber de onde veio a semente que deu origem ao mais lendário pé de maçã da história. Importo-me apenas que o oitavo dia é o dia do homem bater perna e correr atrás do que lhe importa. Disso não tenho dúvida.
Quais são as minhas dúvidas? Poucas. Dúvidas de quem tem poucas certezas. De quem é chato porque acha tudo isso muito aborrecido. Acho os extravagantes enfadonhos. Detesto gente babando no chão e se contorcendo por excesso de Coca-cola com açúcar e dizendo que foi o toque de Deus. Aborreço-me facilmente com gente que fala demais sobre o mesmo assunto. Falta de assunto é sinal de qualquer coisa, menos de espiritualidade. Bocejo na cara de quem vem me contar o testemunho de prosperidade que ouviu falar de alguém ou que viu na TV. Tenho a impressão de quem vive o evangelho da prosperidade também se casou apenas pelas vantagens de ter sexo, casa arrumada e alguém obrigado a aturar suas canhestrices.
Até esta coisa de ser descolado me aborrece. De trocar o nome das coisas. De chamar igreja de ‘outra coisa’, de falar que é contra a religião, de chamar Coca-cola de chá-com-gás e continuar tomando quatro litros por dia, mas metendo o malho em quem toma sua coquinha feliz da vida. Toda vez que alguém me chama pra ir a um lugar que ‘não é igreja’, ouvir alguém que ‘não é pastor’ falar algo que ‘não é pregação’, além de contribuir com algo que ‘não é oferta’ e devolver algo que ‘não é dízimo’ pergunto se posso participar daquilo que ‘não é ceia’ tomando um líquido cevado e gelado, mas que ‘não é cerveja’.
Mas tem uma coisa que me transtorna, que me deixa mais chato ainda. Os apologistas. Meu Deus, de onde veio essa gente? Até hoje ninguém me tirou da cabeça que a apologética é uma coisa criada pela concorrência, só pode. Esta semana soltei no meu twitter [cerca de 600 seguidores, metade evangélica]: ‘Pra que serve a apologética?’. Resultado? Vinte unfollows em poucos minutos. Nenhuma resposta. Engraçado, os apologistas não respondem o que são, não gostam que se pergunte o que são e apelam com quem pergunta. Acho que, na verdade, não sabem o que são.
O Aurélio diz que ‘apologia é a arte de defender, justificar, promover’. O que vejo os apologistas evangélicos defendendo é qualquer coisa menos sua fé. Defendem suas crenças, seus usos e costumes [mesmo os apologistas que são contra os usos e costumes tradicionais], seus dogmas, suas visões de céu e inferno, seus projetos políticos e suas visões de mundo.
Sempre achei uma falta de ter o que fazer ficar explicando porque o cristianismo é uma religião melhor que a adoração ao santo abacateiro temporão. Tenho suspiros dignos do Charlie Brown ao ver extravagantes versus neopentecostais versus pentecostais versus reformados versus católicos versus ortodoxos versus todo-mundo. (...). Já viu alguém feliz em seu casamento defendendo o tempo todo as bases de sua escolha e as dez razões irrefutáveis porque se casou com a Aninha e não com a Joaninha?
Quer minha definição? Pois bem, apologética é a arte de falar sobre algo que você não tem a coragem de viver. Talvez seja só chatice minha. Eu sou mesmo um chato. Mas também sou um palhaço sem circo, do tipo que faz pra graça pra todo mundo, mas não pra qualquer um.
NOTA DO PERSEVERANTE:
Tenho muitas coisas em comum com o Tom - ser um "procastinator", além das coisas que constam do segundo ao sexto parágrafo - se tivesse tempo E disposição, escreveria praticamente o mesmo.
Nunca soube o que era apologética até meados de 2003, quando aprendi a des-gostar da coisa. O motivo: muitos "apologetas" são só crentes old-school que difamam o que quer que considerem prejudicial a seus seus usos / costumes / dogmas / whatever, ainda que não hajam evidencias concretas que estudar "x" ou entreter-se com "y" seja prejudicial. No fim, em tempos como os nossos, isso mais fragiliza que enrobustece a respeitabilidade do cristianismo e dos cristãos.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ecos do Cristianismo Emergente?
Existem citações da cultura nerd/otaku que quase me fazem cair da cadeira. como esta:
Imediatamente, me vieram a cabeça os "gigantes" do lado de fora do mainstream evangélico, como Ricardo Gondim, Ed Rene Kivitz, Elienai Jr., Paulo Brabo...
Não é a primeira vez que vejo/ ouço algo que lembre o ideário Cristão ( com C ). SÉRIO.
"Prefiro acreditar numa existência superior vivendo a cada dia entre nós, do que confiar na fé ou em predições."
Imediatamente, me vieram a cabeça os "gigantes" do lado de fora do mainstream evangélico, como Ricardo Gondim, Ed Rene Kivitz, Elienai Jr., Paulo Brabo...
Não é a primeira vez que vejo/ ouço algo que lembre o ideário Cristão ( com C ). SÉRIO.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
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